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De lamber os dedos
Comer de joelho
Passar embaixo da mesa
Esconder o último pedaço
Clique e babe à vontade!
Estou escrevendo o próximo artigo para a coluna Mais. Pela primeira vez, vou falar sobre um livro espírita, o best seller Violetas na Janela. E de repente me dei conta de que faz muito tempo que eu não leio um romance desse tipo...
Prometo ainda essa semana encontrar algo do gênero para ler. E pra quem quiser saber mais sobre a obra citada, é só esperar até sexta-feira da semana que vem.
Até mais!

O segredo da vida é ser como as borboletas. Não como o touro teimoso ou como a águia voraz cortando o céu rumo ao chão. Mas como a borboleta sábia que se deixa levar pelo vento leve, seguindo seu caminho em zigue-zague.
Para ir tão longe quanto se pode chegar, é preciso ser como a borboleta passeando por entre as flores, fecundando e multiplicando os jardins. E para dissipar um dia nublado, é fundamental que se voe como a minúscula borboleta que espalha cor por onde passa. Ser o próprio sol, espalhando sorrisos e gentilezas por onde bater suas asas.
As borboletas - assim como as fadas - dançam graciosamente o ballet do tempo. Por isso mesmo é que não se pode prendê-las. Assim como não se prendem também os corações. Só a liberdade os mantêm pulsando. Só o amor mantêm as asas de uma borboleta em movimento.
Mas para saber verdadeiramente ser como as borboletas, é preciso que se tire os pés do chão e se lance à vida para que a alma ganhe asas. Só assim os jardins serão fecundados. Afinal, o segredo da vida, é ser livre como as borboletas.
Entretanto, um espírito livre, respeita os ciclos da vida. Assim como a borboleta, que espera paciente a força necessária para romper o casulo. Mas assim como os espíritos elevados, as borboletas sabem que para romper a casca, é necessário mais do que força. É necessário que se tenha fé.
A força liberta a borboleta do casulo. Mas só a fé tranforma a lagarta em borboleta. Antes de tudo, o segredo da vida, é ter fé... como as borboletas.
(Revirando papéis antigos, encontrei este texto que escrevi há algum tempo a pedido de uma amiga. Agora está aqui, pra vocês. Podem copiar - mas por favor, citem a fonte, tá?)

Sabe qual a principal diferença entre pais e mães? Os pais sempre têm a opção de escolher. As mães, jamais. Um pai pode escolher se vai ou não ver o filho tomar uma injeção. A mãe não. Um pai decide se vai segurar ou não a mão do filho durante a sutura de um corte no joelho. A mãe, não. Um pai pode escolher entre acordar no meio da noite ou continuar dormindo. A mãe, não. Um pai pode escolher entre trocar uma fralda suja de cocô, ou só a de xixi. A mãe... bem você já sabe.
E eu acho isso uma grande covardia. Todo homem deveria ao menos uma vez na vida carregar um filho na barriga durante nove meses, sentir enjôo, dores nas costas, vontade de urinar a cada cinco minutos, dormir desconfortavelmente com uma barriga gigantesca, ter os pés e mãos inchados, os peitos doloridos, sentir contrações, enfrentar parto normal ou cesária, amamentar e pegar pra sí - ao menos uma única vez - toda a responsabilidade por outra pessoa completamente dependente de você.
Talvez, passando por tudo isso e ficando também com o lado bom como sentir o bebê mexer dentro de você, ter o privilégio de ser a primeira pessoa a ver seu rostinho, ganhar um sorriso no meio da madrugada, sentir a confiança que um filho deposita em você - com um abraço apertado depois de uma picada, acompanhando a primeira palavra, o primeiro passo, o primeiro dia na escola. Talvez, com tudo isso, um pai entendesse que também não tem opção.
E que no final das contas, não ter a opção é um grande presente.

Ele: Me desculpe, mas às vezes tenho a sensação de que algumas mulheres têm cabeça apenas para sustentar os cabelos.
Ela: Bem, alguns homens nem pra isso.