SaltoAgulha!

Olho no olho, riso solto, coração valente, espírito livre, mente fértil. Música, letra e dança. Vinho, viagem e beijo na boca. Cabeça nas nuvens, pés no chão. Passos firmes, salto agulha.

SaltoAgulha!

Olho no olho, riso solto, coração valente, espírito livre, mente fértil. Música, letra e dança. Vinho, viagem e beijo na boca. Cabeça nas nuvens, pés no chão. Passos firmes, salto agulha.
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Terra Blog

Categoria: Penso, logo... insisto!

20.03.07

Efeito Borboleta


O segredo da vida é ser como as borboletas. Não como o touro teimoso ou como a águia voraz cortando o céu rumo ao chão. Mas como a borboleta sábia que se deixa levar pelo vento leve, seguindo seu caminho em zigue-zague.

Para ir tão longe quanto se pode chegar, é preciso ser como a borboleta passeando por entre as flores, fecundando e multiplicando os jardins. E para dissipar um dia nublado, é fundamental que se voe como a minúscula borboleta que espalha cor por onde passa. Ser o próprio sol, espalhando sorrisos e gentilezas por onde bater suas asas.

As borboletas - assim como as fadas - dançam graciosamente o ballet do tempo. Por isso mesmo é que não se pode prendê-las. Assim como não se prendem também os corações. Só a liberdade os mantêm pulsando. Só o amor mantêm as asas de uma borboleta em movimento.

Mas para saber verdadeiramente ser como as borboletas, é preciso que se tire os pés do chão e se lance à vida para que a alma ganhe asas. Só assim os jardins serão fecundados. Afinal, o segredo da vida, é ser livre como as borboletas.

Entretanto, um espírito livre, respeita os ciclos da vida. Assim como a borboleta, que espera paciente a força necessária para romper o casulo. Mas assim como os espíritos elevados, as borboletas sabem que para romper a casca, é necessário mais do que força. É necessário que se tenha fé.

A força liberta a borboleta do casulo. Mas só a fé tranforma a lagarta em borboleta. Antes de tudo, o segredo da vida, é ter fé... como as borboletas.

 (Revirando papéis antigos, encontrei este texto que escrevi há algum tempo a pedido de uma amiga. Agora está aqui, pra vocês. Podem copiar - mas por favor, citem a fonte, tá?)

  • criado por  K criado por K
  • Postado em 12:32:45

08.03.07

Conto de Fadas

No Dia Internacional da Mulher, nada melhor do que ter notícias das mulheres que fizeram parte das nossas vidas em momentos fundamentais como a infância, por exemplo. Muitas delas nos influenciaram e serviram de inspiração para sermos o que somos hoje. Mães? Tias? Professoras do maternal? Não, estou falando de princesas, fadas, bruxas e meninas com cestinhas. O tempo passa, a vida muda e as vozes podem ter continuado as mesmas, mas os cabelos... quanta diferença.

 



Chapeuzinho Vermelho
Quando você ouviu sua história pela primeira vez, ela ainda era a menininha inocente que levava doces para a vovó vestindo uma capinha vermelha que fazia o maior sucesso na década de oitenta. Pois bem, a vovó sobreviveu ao atentado e pode finalmente receber os docinhos. Chapeuzinho cresceu, trocou a capa por uma mini-saia vermelha e seduziu o caçador. Tiveram seis filhos e passaram bons momentos na floresta. Mas, como nem todos os finais felizes duram pra sempre, Chapéu enfiou a viola dentro da cesta e foi-se embora. Largou os seis filhos com o ex-marido e hoje vive com o Lobo Mau – que enxerga melhor, cheira melhor e ainda come melhor. Organizam altas raves no meio da mata e Chapéu hoje é conhecida como Luana Red.


Bela Adormecida
A princesinha xereta que foi mexer onde não devia e acabou furando o dedo numa agulha enfeitiçada finalmente acordou depois que o príncipe a beijou. Depois disso, engataram um longo namoro que durou quase mais do que os anos em que ela esteve adormecida. O tempo passava e nada de casamento. Por sorte, Bela percebeu a tempo que o príncipe era gay e que estava fazendo tudo forçado. Terminaram o namoro, mas continuaram amigos. Ambos foram deserdados. Bela saiu do castelo e o príncipe do armário. Montaram um salão de beleza e hoje são donos de uma franquia que tomou conta de todo o reino.


Branca de Neve
Depois de ter sido alvo da inveja da madrasta interesseira, abandonada no meio da floresta pelo caçador e ter sido acolhida pelos Sete Anões, Branca mordeu a maçã envenenada, caiu em sono profundo e foi despertada pelo príncipe. O final teria sido feliz se Branca não tivesse se viciado em maçãs envenenadas. Todo dia a mesma coisa. Era comer a maçã e querer convencer todo mundo que na verdade eram quatorze anões e não sete. Daí pro chá de dedaleira foi um pulo. O príncipe não agüentou. Pegou seu cavalo branco e foi-se embora. Hoje Branca de Neve trafica maçãs nas raves de Luana Red e apavora a molecada.


Cinderela
Feita de escrava pelas irmãs despeitadas e pela madrasta má, Cinderela teve ajuda da Fada Madrinha e de dois ratinhos que a levaram ao Baile de Gala no castelo. Assim, ela conheceu o príncipe e dias depois calçou o pé de sapato que daria novos rumos pra sua vida. Seu casamento foi o maior acontecimento social do mundo do Faz-de-Contas. O casal ainda vive em clima de lua-de-mel até hoje. Principalmente quando ela veste o espartilho e amarra o príncipe na cama. Cinderela deixou de ser boazinha, mas continua sendo gata. Deixou de ser submissa e montou seu próprio negócio. Em sociedade com a Fada administram uma empresa de entregas rápidas, a CinderelEx – sua entrega no destino certo antes da meia-noite.


Alice no País das Maravilhas
Depois de comer os bolinhos que a Rainha de Copas amassou, Alice desistiu de voltar pra casa, já que na sua cidade tudo era pequeno demais pra ela. Aos poucos foi se acostumando com a diferença de fuso horário, com os desmandos da monarquia local e com os estranhos hábitos do pessoal. Resolveu que venceria. Começou de baixo, organizando uma banca de jogo-do-bicho aqui e outra ali. Depois foram as bancas de apostas nas brigas de gatos psicodélicos. Acabou fundando a maior rede de cassinos do País das Maravilhas. A rainha acabou deixando por isso mesmo e nem se importa que os soldados da guarda real façam um extra na mesa de carteado da casa de jogos. Alice assumiu de vez o lesbianismo e como sua namorada é uma das maiores estilistas do país, abandonou de vez aquele vestidinho azul e branco ridículo.


Cachinhos Dourados
Depois de se perder, encontrar abrigo na casa dos ursos e dar a “elza” no mingau de todo mundo, Cachinhos acabou conhecendo melhor a família e foi adotada por eles. Precisou de muita terapia pra superar os traumas antigos, por isso foi encaminhada para a ACCPA (Associação de Crianças Criadas Por Animais), e durante as palestras conheceu Mogli – O menino Lobo. O casamento já dura vinte anos. Montaram uma associação beneficente que distribui mingau para crianças perdidas na floresta.

 

Rapunzel
Mais uma loira bonitinha que sofre na mão de alguma malvada invejosa. Meio repetida essa lenga-lenga, né? Enfim, depois de quase ficar careca fazendo as tranças de apoio para Deus e todo mundo subir na torre em que ficava presa, Rapunzel finalmente conseguiu escapar empurrando a bruxa num monte de espinhos. Como lágrima pouca é bobagem pra mocinha do enredo, a cabeluda foi perseguida, presa, julgada e finalmente absolvida. Cansou da futilidade do príncipe, que se achava a última Coca-cola gelada do deserto e se casou com o advogado – mais gostoso e mais inteligente. Inclusive, sua história foi vendida pra Globo e será a próxima novela de Manoel Carlos. O prínicipe também foi cotado pela emissora. Já tem presença confirmada no Big Brother Brasil 8.

Moral da História

De princesa, fada, bruxa, madrasta e rainha louca, toda mulher tem um pouco. Toda realidade tem um pouco de fantasia, e toda fantasia tem uma pitada de realidade. E o mais importante: somos nós quem escrevemos nossas histórias!

 

E que todas vivam  f e l i z e s  para sempre!

  • criado por  K criado por K
  • Postado em 12:25:10

07.03.07

Últimas Notícias

 

 

. : a  v i d a  é  u m  m a r  d e  r o s a s : .

 

Enquanto estudiosos advertem para aqueles que não souberem acompanhar o instável ritmo das correntes e marés, permanecerem na areia, os experts recomendam: soltem o corpo e não prendam a respiração. Mergulhe de cabeça, mesmo sem conhecer a profundidade. Está comprovado:  

 

v i v e r   n ã o   a f o g a.

 

(sim, hoje eu estou assim)

  • criado por  K criado por K
  • Postado em 18:49:31

27.02.07

Frescura Ecologicamente Correta

 

 

Hoje eu tirei a tarde pra cuidar de mim. Unha e cabelo, com pacote completo. É, terça-feira não é o dia mais adequado pra esse tipo de frescura mas tudo bem, eu também não sou um tipo de mulher muito normal. Então quando eu olho pro computador e ele me olha de volta no mais absoluto silêncio, existem duas alternativas: ler o Estadão, ou... abstrair. Quase sempre fico com a segunda opção, visto que a probabilidade de coisas interessantes acontecerem ser muito maior. Duvidam?

 

Pois bem, me permiti esse auto-mimo e fui direto pro salão de beleza. Enquanto esperava pra ser atendida, notei um pequeno armário de mesa cheio de minúsculas gavetinhas devidamente numeradas e nomeadas, trancadas com pequenos cadeados. Sobre o armário, uma plaquinha onde se lia: "Clube do Alicate".

 

Claro... minha curiosidade foi maior e perguntei o que afinal significava aquilo - já desconfiando. E a manicure confirmou minha suspeita. O "Clube do Alicate" funciona da seguinte maneira: as clientes mais assíduas deixam no salão seu próprio kit de alicate de unha, palito, lixa e espátula. O kit fica guardadinho na gaveta do pequeno armário que, trancado, funciona como um "cofre". Cada cliente fica responsável pela sua chave. Uma cliente não usa o kit da outra, e todo mundo ganha por dois motivos.

 

Primeiro: é higiênico. Mesmo o alicate sendo esterelizável, os demais itens, muitas vezes de madeira, não o são. Com o "Clube do Alicate", não há risco de contaminação pois os kits são totalmente individuais.

 

Segundo: a idéia é ecologicamente correta pois alguns salões utilizam apenas uma vez os itens não-esterelizáveis. Com o "Clube do Alicate", esses materiais podem ser utilizados por incontáveis vezes já que apenas uma única pessoa fará uso deles. Portanto, a iniciativa reduz o volume de lixo lançado no meio ambiente.

 

Fiquei mais que feliz com a idéia. Afinal de contas, é uma iniciativa simples com múltiplos benefícios. A próxima vez que cada uma de vocês for fazer as unhas, divulguem a idéia e plantem essa sementinha que poupa a sua saúde e a do planeta.

 

Até que enfim uma frescurinha nada fútil!

  • criado por  K criado por K
  • Postado em 18:40:19

26.02.07

A verdadeira moral da história

 

Quem assiste ao Big Brother, ouviu o participante Alberto perguntar há alguns dias, onde estão a moral e os bons costumes do Brasil, que desde janeiro vem apoiando o triângulo amoroso formado por Íris-Diego-Fani. Pois bem. Eu faço outra pergunta: onde estão a SUA  moral e os SEUS bons costumes, Alberto? Se você quer mesmo ser um guerreiro, seja esperto e escolha melhor suas armas.

 

Força e retidão de caráter são mais importantes que modalidades sexuais. Mesmo porque... convenhamos! O trio não passa de uma grande brincadeira. Ninguém pode se sentir ofendido com cafunés grupais, façamos o favor!

 

A carioca Carol, também fez uma pergunta bastante interessante. "Isso aqui é jogo ou novela?".  Jogo, óbvio! Ninguém avisou a esperta? Tudo não passa de um jogo, todo mundo sabe. Muito mais lucrativo para a Rede Globo do que para o próprio ganhador do prêmio final.

 

Entretanto, Carolzinha, o reality show antes de tudo é um laboratório de análises comportamentais do ser humano. Inclusive das suas. Em todas as edições percebemos que as pessoas se aproximam por afinidades e/ou interesses. Assim como na própria vida real. Mas com o reality temos a oportunidade de analisar as mais diferentes atitudes de homens e mulheres na busca por um milhão de reais.

 

Alguns ficam cegos, outros usam da intensidade de experiências dentro da casa, para abrirem os olhos e perceberem que é preciso enxergar além do um milhão. E claro, alguns usam apenas dos bíceps e glúteos malhados para continuarem na disputa. Sejamos justos. Cada qual com suas armas. Uns mais fortes, outros mais fracos. Ser estratégico é necessário. Jogar sujo é fatal. Por quase sete vezes constatou-se essa teoria. Que parte da brincadeira alguns ainda não entenderam?

 

E claro, Carol. Telespectador brasileiro que se preze curte uma novelinha. Seja ela boa ou não. Você que é especialista em Big Brother, se voltasse suas atenções também para outras coisas, saberia que o Brasil é uma verdadeira indústria de casais apaixonados, grandes vilões e finais felizes. Indústria de exportação, inclusive.

 

Nesse ponto, o reality se torna mesmo um grande enredo pra horário nobre. Com os mais variados tipos. O casal (ou trio?) de mocinhos, os vilões jogando com todas as armas, as aspirantes gostosudas, e meros figurantes que só estão em cena pra fazer volume no fundo. O final feliz, de uma forma ou de outra, é garantido. E de certa forma, na vida também é assim.

 

O que faz o jogo virar novela, são os estereótipos, mas não é só isso que determina o grande vencedor. Quem decide o final da trama, seja no jogo ou nos folhetinhs, é sempre a massa. Não por ignorância coletiva, mas porque assim como nas melhores histórias, também no Big Brother, cedo ou tarde, o bem sempre vence o mal.

  • criado por  K criado por K
  • Postado em 11:30:12