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Finalmente (aleluia!) o Salto Agulha ganhou uma lista de favoritos. Agora, logo abaixo do menu de Categorias, vocês encontram alguns dos meus blogs e links prediletos. Com certeza já devo ter meniconado alguns deles, mas vamos às devidas apresentações e em seguida é só conferir e espalhar a novidade.
A Sara Mello é uma ilustradora de mão cheia, estranho apenas o fato de nunca ter ouvido falar dela em mídias "maiores". Um talento raro. O Loser talvez seja o melhor em estilo non sense que já encontrei entre os blogs atuais. Um exemplo bem sucedido de criatividade surreal.
Sou suspeita para falar do Blog da Gabi mas garanto que vocês vão se tornar leitores assíduos, assim como eu. Atentem para as fotos em slides. O Lambe-lambe é simplesmente um luxo. Total e absoluto. Me mordo de inveja das magníficas fotos. O blog do Zeca Camargo é um delicioso coquetel de informação e sensações. É o Zeca! Isso resume tudo. Já o Jornal das Pequenas Coisas me fez rever meus conceitos de sensibilidade!
Aos links! O Salto Agulha no Orkut, obviamente é a comunidade deste blog no site de relacionamentos. Você lê este blog? Gosta dele? Tem Orkut? Pôxa, então o que custa adicionar mais essa comunidade entre a sua lista de mais de cem?! Vai lá - use e abuse!
O mecanismo de mapas do Google Maps é extraordinário! Mas não entre caso você tenha mania de perseguição. Estão vendo sua casa lá do espaço! E por fim: minha mais recente perdição, o Logiké Riddle - dispensa explicações. Vide post abaixo.
Já ví que tiraram o dia pra sacanear. Quando não são as pesquisas científicas sem pé nem cabeça, é o notável mau gosto no uso de boas tecnologias. Duvida? Então continue lendo...
A banda norte-americana de rock The County Medical Examiners vai lançar o CD, Olidous Operettas, com aroma de carne podre. "Nosso CD vai cheirar carne estragada", falou o vocalista Morton Fairbanks. Segundo ele, a tecnologia usada é a mesma das revistas de cosméticos, do tipo "raspe-e-cheire".
Morton contou que o projeto do trio foi recusado por diversas gravadoras (ninguém sabe porquê?!) O disco será lançado pela Sony, que tem a tecnologia que permite impregnar os aromas nos discos (diga-me o que andas escutando e eu te direis a que cheira).
"Este álbum vai feder", adianta o músico. (E eu adianto que tem muito mais coisa fedendo...)
O absurdo II de hoje direto da fonte: http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI1472571-EI1267,00.html

Isso me lembrou tanto algumas manhãs de domingo perdidas numa infância distante, que não aguentei e acabei copiando descaradamente daqui: http://gorduchas.blig.ig.com.br. Quem não curtia as aventuras mirabolantes de McGyver, pode ao menos dar uma espiada no blog das Gorduchas Gostosas, é muito bom.

Acho que nunca empreguei de boca tão cheia o termo que nomeia este post. Uma "pesquisa" da universidade de Nova York "descobriu" o "segredo" feminino que mais atrai os homens: requebrado de quadris. Segundo as estatísticas, as proporções entre cintura e "anca" devem obedecer os padrões do corpo "violão"; além de vibrar no tom certo durante a caminhada. Até aí, nenhuma novidade.
O absurdo vem agora: a mesma pesquisa descobriu que o andar masculino que mais atrai as mulheres é aquele onde o homem "balança os ombros", Hip hop e feromônio na veia! Você já se sentiu atraída por algum orangotango?! O artigo com os resultados da pesquisa foi publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
Agora se prepare para o melhor/pior de uma pesquisa realizada com quatro mil pessoas pela revista inglesa Grazia Magazine. Segundo a publicação "a mulher perfeita tem curvas, é morena, trabalha como enfermeira e nasce na cidade de Sheffield, no interior da Inglaterra". Preciso fazer algum comentário?
Mas espere: não é "só tudo isso", se engolir essa de "mulher ideal", você ainda leva inteiramente "de grátis" o homem perfeito: "ele nasceu na cidade de Newcastle (também na Inglaterra), é médico, está sempre de bom humor e tem olhos claros". O que você ainda está esperando? Aproveite agora mesmo essa oportunidade e corra pra Inglaterra!
Para finalizar, uma pesquisa realizada pelo Salto Agulha constatou que 90% dos cientistas americanos e ingleses definitivamente não tem o que fazer e a solução seria viver num desses países africanos com gente morrendo de aids e de fome, pra arrumar assunto!
Caso alguém queira se dar o trabalho de conferir toda matéria na íntegra, basta clicar: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1469275-EI1377,00.html

Neste último domingo, o Fantástico iniciou a apresentação de mais uma boa série de reportagens sob o nome de Novos Olhares. Como o próprio programa define, são discussões que convidarão o telespectador a pensar sobre o nosso cotidiano de uma forma diferente. O que pra mim, já é um excelente propósito, visto que constantemente precisamos "rever nossos conceitos".
O bloco de reportagens estreiou com Zeca Camargo falando sobre Vida Digital e entrevistando uma família de pessoas comuns, um escritor americano e um cientista de computação brasileiro. A mistura de comportamentos e opiniões foi realmente convidativa.
Na família, formada por quatro pessoas, dois filhos completamente diferentes: um totalmente ativo, enquanto o outro, cem por cento intelectual. Como já é de praxe, a "estranheza" girava em torno do comportamento "nerd" de um dos filhos. E toda aquela ladainha de "se esconder atrás do computador e perder o contato com o mundo real" agitava a rotina da casa.
Entretanto, o rapaz finalmente conseguiu mostrar à família o outro lado da brincadeira, comprovado por cientistas e escritores que estudam e escrevem sobre o assunto. Abra seus olhos para a nova realidade: computadores e vídeo games, fazem com que o cérebro receba fortes estímulos mentais, o que consequentemente nos deixa mais espertos e aptos para interpretar um mundo em constante mudança.
Neste ponto, entra o depoimento do escritor americano Steven Johnson. "Sempre me incomodo quando alguém diz que nosso cérebro só acompanha o que é mais fácil. Se isso fosse verdade, os videogames deveriam ficar cada vez mais simples, e o que vemos é contrário. Tem games que nem eu consigo jogar, como um que o desafio é recriar a história econômica e tecnológica do homem, e uma criança de 13 anos joga pra se divertir. Isso é loucura".
Mais próximo de nós, Sílvio Meira, o cientista brasileiro de computação também dá sua opinião: "as pessoas não estão realmente entendendo o que o videogame é. Videogame é mais um dos processos, dos muitos de simulação, que você tem na sociedade. É simplesmente um processo a mais, como uma peça de teatro, como um show na televisão, como uma conversa entre duas pessoas, onde alguém está sempre simulando alguma coisa".
Fernando, o irmão ativo de Alun (lê-se Alan), o nerd do começo dessa reportagem, também tem sua opinião: "O que eu gosto de fazer da minha vida é pilotar. Eu piloto tanto nos games quanto na vida real. Uma vez eu não conhecia uma pista que eu ia ter que fazer uma corrida, no caso era Ímola, na Itália, e eu peguei no jogo do computador e fiquei treinando horas e horas. Consequentemente foi uma das corridas que eu fui melhor".
A medida que a reportagem se estende, as considerações se tornam mais interessantes. Johnson acha que "a cultura pop está se tornando mais complexa e nos tornando mais hábeis para absorvê-la, podemos usar essa habilidade quando você passa do jogo à vida". Sílvio Meira completa: "é que nós estamos jogando um jogo de aprendizado permanentemente, do começo até o fim da vida. Os nossos neurônios estão jogando esse jogo".
"O tratamento de determinadas doenças degenerativas como Parkinson, Alzheimer e outras pode vir a depender de processos de simulação onde eu vou usar jogos de atirar em coisas para aumentar meu controle motor, minha acuidade mental, minha acuidade visual", também diz Sílvio.
Apesar de sentir falta de ver crianças correndo pelas ruas como antes, concordo com o aspecto mentalmente estimulante da vida digital. E sem dúvida, é disso que precisamos. Pessoas cada vez mais aptas a traduzir o mundo ao nosso redor. E principalmente: seres humanos cada dia mais habilitados para construir uma realidade de mentes vivas e abertas. O ideal seria fazer a moeda parar em pé, equilibrando os dois lados da mesma questão. Os estímulos mentais proporcionados pela vida digital com os estímulos físicos da vida real. Mas, a proposta da primeira reportagem da série não era essa. O intuito era simplesmente desmitificar o caratér negativo da virtualidade.
"A humanidade chegou até aqui e é uma prova disso.
Se a gente precisar aprender alguma coisa para sobreviver, a gente vai aprender"