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Não sou muito chegada à idéia de fazer disso aqui um diário pessoal, mas... hoje eu vou me permitir.
Comecei fuçando muito no Orkut. Cometi o orkuticídio, mas tenho meus meios (nada ilegal, imoral ou que engorde, garanto!). O fato é que espichei tanto o pescoço pra espiar a vida alheia, que lá pelo décimo quinto perfil, simplesmente travei a nuca!
Simultaneamente a minha viagem clandestina pelo Orkut, dei o relatório de todas as últimas novidades sobre o novo paquera da minha amiga à mesma. Tudo via messenger - com o pescoço travado fica muito difícil usar o telefone.
Depois dei uma relaxada pra ver se o torcicolo ia embora, mas nada! Aí como ninguém é de ferro - mas meus nervos são de aço - fui dar uma outra voltinha. Dessa vez no shopping... nem preciso dizer que entortei mais ainda o pescoço olhando as vitrines.
E voltei agora. Vim até aqui postar alguma coisa, e dar o relatório do que fiz no dia - só pra facilitar a vida de quem também quer espiar a minha. Afinal... chega de pescoço duro!
E já que estamos tão pessoais, hoje tem beijinho pra todo mundo!
Fui!
(alguém aí tem uma bolsa de água quente?!)
Essa é a história da menina desenhista que adorava uma história de amor escrita por linhas tortas. Aos dezesseis anos, conheceu o Rei da Noite, num barzinho badalado. Ele se encantou com seus cachos dourados, e ela com seus olhos verdes. Ele era cobiçado, ela invejada. Dois anos depois, ela estava grávida e segundo as próprias palavras dela - ele morreu no parto. Essa foi a maior dor, a história então perdeu a cor.
Veio então a maternidade. E com ela um recomeço. Passada a tormenta, tudo foi ficando azul de novo. Feito os olhos claros da filha da desenhista. Que já não era mais menina, mas ainda esboçava a vida em sonhos cheios de traços bem feitos.
Foi quando a desenhista conheceu o músico. Nada planejado. Aliás, o plano era bem outro naquela noite em que ele gritou seu nome do fundo do palco. Ela assistiu o show, mas foi ele quem se encantou com o espetáculo. Em pouco tempo, os tons dos desenhos dela dividiam espaço com os tons do seu trompete. Durante muitos anos, tudo foi cor e poesia. Até o músico desafinar, e a desenhista perder a linha.
A história então perdeu o tom. Na bagunça de pincéis e partituras, quase nada se salvou. A desenhista bem que tentou, mas seus tons e os do músico já não tinham mais simetria. Cada um seguiu seu caminho.
De volta a sua cidade, passando os rascunhos a limpo. Tentando acertar o traço - tão diferente a vida da arte! Mas ela não desanima, reorganiza seus pincéis e recomeça com um traço tímido numa folha em branco, o desenho ainda nem tem forma, e eis que lá vem Deus, jogando tinta em tudo e em sonho diz pra desenhista:
"Pra que tanta dor minha filha, não há porque desespero, estou guiando o seu traço. Mas preste bem atenção: pra colorir o desenho que hoje eu faço, encontre alguém menos daltônico e com mais harmonia. Olhe bem por onde anda, e veja lá se não entorta mais as minhas já propositadamente mal traçadas linhas".
E quem sabe não é agora que a desenhista acerta o compasso?!
Dia desses, uma amiga mandou esta poesia da Cecília Meireles pra mim. Ou Isto Ou Aquilo fala de modo sutil, das escolhas que fazemos na vida. Em outras palavras, seria uma sacudida perfumada nos mais indecisos: "amigo, se case ou compre a bicicleta!"
Fazemos escolhas o tempo todo. Com que sapato sair, o preto ou o azul? Pra onde eu vou não férias? Pra praia ou pra fazenda? Conto ou não conto aquela informação importantíssima que pode mudar a vida da fulana? Enfim...
Mas o que a gente parece ainda não ter entendido, é que existe um tempo certo para nossas escolhas acontecerem. Certas decisões têm prazo de validade. Quando a gente demora muito pra colher a maçã, ou ela cai do galho, ou então comemos a fruta podre.
Então, pra essa mesma amiga que me enviou a poesia, aqui vai um recado: "Ou isto, ou aquilo! Mas lembre-se que o tempo ruge e a Sapucaí é grande!!"
Ou Isto Ou Aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
(Cecília Meireles)
Quem assiste Páginas da Vida e também acompanha diariamente os depoimentos finais de pessoas comuns, como eu e vocês, se lembra do polêmico depoimento de Nelly da Conceição, (aquela do clitóris no tímpano que atingiu o orgasmo ouvindo Côncavo e Convexo, de Roberto Carlos).
Pois bem, Nelly está alegando ter perdido seu emprego em função do depoimento. Segundo ela, muito mais coisas foram ditas, mas Manoel Carlos editou as declarações convenientemente a favor do Ibope.
Claro! Se eu te conto que fiz a unha e em seguida que atingi orgasmos alucinantes enquanto dormia ouvindo Roberto Carlos, por acaso você me perguntaria a cor do esmalte ou o nome do CD?
E justiça seja feita, essa patroa mal amada precisa urgente da coleção completa do "Rei". Para ler a notícia na íntegra, clique no link:
http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI1110341-EI6813,00.html
Pra conhecer a letra da famosa música, continue lendo esse post:
Côncavo e Convexo
Nosso amor é demais,
E quando o amor se faz
Tudo é bem mais bonito.
Nele agente se dá
Muito mais do que está
E o que não está escrito.
Quando agente se abraça
Tanta coisa se passa
Que não dá para falar.
Nesse encontro perfeito
Entre o seu e o meu peito
Nossa roupa não dá.
Nosso amor é assim,
Pra você e pra mim,
Como manda a receita
Nossas curvas se acham
Nossas formas se encaixam
Na medida perfeita.
Este amor é pra nos
A loucura que traz
Esse sonho de paz
E é bonito demais,
Quando agente se beija
Se ama e se esquece
Da vida lá fora
Cada parte de nos
Tem a forma ideal
Quando juntas estão,
Coincidência total
Do côncavo e convexo
Assim é nosso amor,
No sexo.
Este amor é pra nos
A loucura que traz
Esse sonho de paz
E é bonito demais,
Quando agente se beija
Se ama e se esquece
Da vida lá fora
Cada parte de nos
Tem a forma ideal
Quando juntas estão,
Coincidência total
Do côncavo e convexo
Assim é nosso amor,
No sexo.
(Roberto Carlos)
Vamos deixar de lado esse negócio de existencialismo e mergulhar por um instante no "capitalismo barato" - aliás, que de barato não tem nada! Este é um post 100% consumismo - e quase 100% "importação"!
Pro deleite de quem se dá o direito de sonhar, sem se importar com o quanto o sonho custa, afinal... imaginar é INTEIRAMENTE GRÁTIS! E não é só isso, você ainda ganha este post como inspiração. LEVE AGORA MESMO!
Sonhos de Consumo - Top 10
1. Viagem ao redor do mundo - passagem só de ida (sem essa de dormir em albergue, no meu sonho eu só me hospedo em hotéis 6 estrelas).
2. Cobertura em São Paulo, apartamento em Nova York, propriedade no norte da Espanha (eu sei, é só um sonho por item, mas já que eu posso exagerar no sonho, vou economizar na lista).
3. Cadeiras cativas nos melhores teatros.
4. Passagem livre pelas melhores casas noturnas.
5. Mesa reservada nos melhores restaurantes.
6. Crédito ilimitado com os melhores estilistas e grifes.
7. Cliente preferencial nas melhores joalherias.
8. Meu próprio esteticista e cirurgião plástico (só a força da gravidade é mais forte que a do pensamento!)
9. Uma BMW Cabriolet bem discretinha.
10. Pra fazer tudo isso sem dar satisfação pra ninguém, escrever o próximo best seller do século!
11. (ops, passei de 10! A lista é minha, dá licença?!) Perfumes, cabelereiros e maquiagens ultra chiques! - investimento pra noite de autógrafos!
E agora... de volta ao mundo real: ao mercado fazer a compra da semana e depois levar a furacão pra tomar uma injeçãozinha... coisa leve!